sexta-feira, 17 de julho de 2009

Gripe A: México anuncia 20 milhões de doses da vacina para dezembro ANSA

CIDADE DO MÉXICO, 17 JUL (ANSA) - O ministro da Saúde do México, José Angel Córdova, anunciou hoje que a partir de dezembro, quando começa o inverno no hemisfério norte, serão aplicadas no país cerca de 20 milhões de doses da vacina contra o vírus A (H1N1).

O programa de imunização deverá ser concluído somente no primeiro trimestre de 2010. O governo calcula que cerca de 5 milhões de pessoas receberão as doses numa primeira fase da campanha de vacinação.

Será dada prioridade para pessoas mais expostas a complicações por conta de outros fatores, como portadores do vírus HIV, obesos, asmáticos, diabéticos, pessoas com problemas respiratórios, mulheres grávidas e profissionais da área da Saúde.

Córdova disse ainda que a situação no sudeste do país "se encontra em fase de estabilidade", mas ressaltou que assusta o fato como o vírus "se disseminou num clima caloroso", o que supõe que ele sofreu mutações.

Por sua vez, o diretor do Hospital de Clínicas da Universidade Católica do Chile, Carlos Pérez prevê um aumento do número de casos no hemisfério norte e adverte para a possibilidade de a pandemia ter "segundas ou terceiras ondas".

"Não tenho nenhuma dúvida de que haverá um número muito importante de casos no hemisfério norte e por isso todos os países dessa parte do mundo estão muito atentos em se adiantar aos fatos", avaliou Pérez, em declarações à ANSA.

O especialista em infectologia, que é membro do Ministério da Saúde chileno, considera que é preciso estar "preparado, porque os níveis de alerta se mantêm".

O Paraguai confirmou hoje mais duas mortes causadas pela nova gripe. O número de óbitos no país já chega a oito, segundo informaram autoridades locais da área da Saúde.

O número de casos confirmados pelo governo de Assunção chega a 164, enquanto há outras 1.748 pessoas em observação no país, segundo informou o médico Ivan Allende, diretor de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde paraguaio.

No Peru, o ministro da Defesa, Rafael Rey, anunciou o adiamento do tradicional desfile militar de 29 de julho, em comemoração da independência do país. A medida também tem o objetivo de evitar aglomerações que facilitem o contágio na nova gripe.
UOL Celular

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Vacina contra gripe suína virá em setembro, diz OMS

Pablo Uchoa
Da BBC Brasil em Londres

Uma especialista da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta quinta-feira que até o início de setembro devem estar disponíveis as primeiras doses de uma vacina contra a gripe suína, a influenza A H1N1.

A diretora da Iniciativa da OMS para a Pesquisa de Vacinas, Marie-Paule Kieny, ressaltou, porém, que o tempo necessário para levar a imunização a todos os países dependerá de licenciamento local e da eficiência de cada tratamento.

"Certamente haverá vacinas disponíveis em setembro. Então a questão não é se haverá uma vacina para a gripe H1N1 - haverá. É questão é quantas doses haverá", afirmou Kieny, em entrevista à BBC Brasil.

Segundo a OMS, existem no mundo em torno de 20 fabricantes autorizados a produzir a vacina da gripe sazonal, que estariam um passo à frente na fabricação de vacinas para a gripe suína.

Cerca de 70% da produção se concentra na América do Norte e Europa, mas também há capacidade em países de outras regiões, como Austrália, China e Japão.

Kieny disse que testes clínicos começarão a ser realizados na Austrália já no dia 22 de julho, com os primeiros resultados saindo pouco depois e o licenciamento ocorrendo em setembro.

Na Europa o avanço na pesquisa se dá a passos semelhantes, assim como nos Estados Unidos, onde vacinas contra a gripe sazonal não requerem testes clínicos e as empresas são autorizadas a produzir o medicamento com base em uma "mudança de variante" do vírus influenza, ela afirmou.

O Instituto Butantan, em São Paulo, é hoje o único local na América Latina onde se fabrica a vacina da gripe sazonal. Com a inauguração, até novembro, de uma nova fábrica com capacidade de produção de 1 milhão de doses, a instituição poderia destinar parte de sua capacidade para atender à demanda por imunização contra o vírus.

"O Brasil tem capacidade de produção no médio prazo, porque já tem instalações de produção de vacinas contra gripe. Se decidirem que vão produzir vacina contra o H1N1, podem fazê-lo dentro de algum tempo", disse Marie-Paule Kieny.

Avanço da doença

A discussão sobre o advento de uma vacina contra a gripe suína ocorre no momento em que aumentam os casos de contágio pela doença.

Nesta quinta-feira, o governo australiano alertou que, sem vacina e no pior cenário, a doença pode matar até 6 mil pessoas no país neste ano. O governo planeja uma vacinação em massa em outubro.

Na Grã-Bretanha, onde se estima que a gripe suína venha a afetar 100 mil pessoas por dia no auge do período de contaminação, o número de atendimentos do serviço público relacionados à doença aumentou 50% só na última semana.

O país deve receber até o fim de dezembro 60 milhões de doses da vacina - suficientes para cobrir metade da população.

Na reunião de autoridades de saúde sul-americanas, realizada em Buenos Aires na quarta-feira, o ministro argentino da Saúde disse que o H1N1 já está por trás de algo entre 85% e 90% dos casos de gripe no continente.

A provisão de vacinas foi um dos temas importantes do encontro, e os representantes dos países concordaram que os chamados "grupos vulneráveis" - pessoas com saúde mais frágil e com maior risco de morte - terão prioridade no tratamento da doença.

Disponibilidade

Mas ainda há dúvidas sobre a capacidade de produção de vacinas uma vez que o processo em grande escala se inicie, ressalvou Marie-Paule Kieny.

No melhor cenário, a indústria poderia fornecer 90 milhões de doses de vacinas por semana, ou cerca de 4,9 bilhões ao ano, ela afirmou.

Mas isto somente se: 1) a capacidade global de produção estiver voltada para este objetivo; 2) os laboratórios mantiverem para a gripe suína os mesmos níveis de produção da gripe sazonal; 3) cada fabricante usar a fórmula mais "econômica", ou seja, com menor uso de princípio ativo.

Se for necessário dobrar a dosagem da vacina ou o uso do princípio ativo, por exemplo, a disponibilidade de medicamentos seria proporcionalmente reduzida, ela apontou.

Cálculos mais conservadores estimam que a produção de vacinas seria de 1 bilhão a 2 bilhões de doses por ano. Será suficiente?

"Depende dos objetivos de governo de cada país", responde a especialista. "Se você quiser proteger apenas sua infraestrutura, pode querer vacinar apenas os seus funcionários dos setores de saúde, energia, segurança. Se quiser reduzir a transmissão da doença, pode querer imunizar todas as suas crianças em idade escolar. Para reduzir a mortalidade pode priorizar grupos mais vulneráveis a doenças."

Diante da escassez inicial de vacinas, a OMS recomendou em uma circular recente que os primeiros a receber a imunização sejam os profissionais de saúde de cada país, e depois uma série de grupos mais ou menos vulneráveis à gripe. No entanto, ressalta Kieny, essa definição "é uma questão de prioridade nacional e tomada de decisões".

O desafio em relação à gripe suína é que, diferente da sazonal, esta tem feito vítimas entre jovens adultos e crianças, muitos aparentemente saudáveis antes da doença.

"É chocante ver que uma grande porcentagem de pessoas que morreram eram jovens, adultos de meia idade, obviamente saudáveis", disse Kieny. "Há indicativos de que muitas destas pessoas que morreram estariam saudáveis e felizes em outra situação."

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Festas da gripe suína pelo mundo propagam o vírus para fabricar anticorpos

Le Monde
Paul Benkimoun
Será que não é melhor pegar desde já a gripe A (H1N1), enquanto ela ainda não é muito virulenta, do que esperar pela segunda onda do próximo outono, que pode ser mais grave? Algumas pessoas que estão organizando "swine flu parties" [festas da gripe suína] nos EUA ou "grippe parties" no Reino Unido, já decidiram: essas reuniões têm por objetivo fazer com que as pessoas contraiam deliberadamente o vírus A (H1N1) para fabricar anticorpos e assim serem imunizadas antecipadamente. Uma vacinação natural, de certa forma, mas que os especialistas consideram como uma ideia não tão boa quanto pode parecer.

"Assim que ficamos sabendo, pelos dados epidemiológicos e pelas observações nos serviços hospitalares, que estávamos diante de uma forma de gripe benigna, esta questão veio à tona", explica o professor François Bricaire, que dirige no La Pitié-Salpêtrière (Paris) um dos serviços de referência para as epidemias infecciosas.
"Sabendo que poderíamos ter de enfrentar uma segunda onda mais grave no outono, não é totalmente ilógico pensar: 'Vamos deixar rolar, pois se muitas pessoas possuírem os anticorpos, isso simplificará a futura vacinação'".
Uma transmissão rápida

O vírus da gripe A (H1N1) não é muito virulento, mas se propaga rapidamente. Ele pode ser disseminado pelo ar por meio de uma tosse, um espirro, perdigotos. Ele também é transmissível por um contato mais próximo (aperto de mãos, beijo) com uma pessoa doente, ou encostando em objetos (maçaneta de porta, etc.) contaminados. Os sintomas se parecem com aqueles da gripe comum: febre, tosse, fadiga, dores no corpo.


O diretor da Escola de Estudos Superiores em Saúde Pública e epidemiologista, o professor Antoine Flahault também reconhece que "aqueles que pegarem logo a gripe A (H1N1) terão mais vantagens: de certa forma, eles terão sido vacinados antes dos outros. Ainda por cima, se eles tiverem uma gripe com complicações - o que não é o caso mais frequente na França - , talvez seja melhor que isso aconteça enquanto os hospitais não estiverem lotados".

O princípio da imunização natural por contato com uma pessoa portadora de um vírus surgiu nos países anglo-saxões em torno da varicela ou catapora ("chickenpox"). As "chickenpox parties" se expandiram até os anos 1990, enquanto não havia vacina para a doença: eram organizados lanches da tarde, reunindo as crianças em torno do paciente portador das pústulas que sinalizavam a infecção pelo vírus da família da herpes.

A ideia persistiu especialmente entre as famílias que eram contra as vacinas, ou entre aqueles que acreditavam que a imunidade natural era mais forte do que aquela provida por um produto concebido em laboratório. Ela continua a ser propagada por sites na internet, inclusive para a gripe. Seus defensores promovem um livro em especial, "The Great Influenza", de John M. Barry, publicado em 2004, que relata que as pessoas que contraíram a gripe espanhola em 1918, durante uma primeira onda relativamente moderada na primavera, haviam sido protegidas por dois episódios muito mais graves que ocorreram no decorrer do inverno.

O diretor dos Centros de Controle e de Prevenção das Doenças (CDC, sigla em inglês), Richard Besser afirma, a respeito das "swine flu parties", que "seria um erro grosseiro fazer com que indivíduos e crianças corram riscos. Trata-se de uma doença nova, emergente, e ainda estamos aprendendo sobre ela todos os dias".

Indo na mesma direção, o professor Flahaul acredita que "ainda não sabemos muito a respeito da virulência do vírus A (H1N1). Na França, por exemplo, os dados dos certificados de mortalidade só dão conta parcialmente do número de mortos provocados pela gripe, seja ela a gripe comum ou a causada pelo novo vírus". Na maioria das vezes, somente as complicações infecciosas da gripe (pneumonia, bronquite...) aparecem no documento.

Apanhar deliberadamente a gripe não é inofensivo. Ainda que os especialistas concordem em dizer que os números oficiais de casos confirmados e de mortes estão longe da realidade, os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que 4,5 casos em 1000 foram letais. "Se pegar a gripe a qualquer custo fosse remédio, aceitariam que este induzisse à morte nesse ritmo?", pergunta o Dr. Jean-Marie Cohen, coordenador nacional da rede de Grupos Regionais de Observação da Gripe (GROG).

E para além do possível benefício individual que uma pessoa poderia obter de uma contaminação precoce pelo vírus, é preciso também refletir em termos éticos: uma pessoa infectada pode transmitir o vírus ao seu redor e desencadear, entre os mais frágeis, uma doença potencialmente fatal. "Contrair deliberadamente o vírus A (H1N1)? Sinceramente, não faria isso nem por mim, nem por minha família", diz o Dr. Cohen. "Em compensação, não é um grande drama contraí-lo. Não há por que entrar em pânico, mudar seus hábitos ou seus planos, especialmente as férias". Uma atitude confirmada pelo professor Bricaire: "Minha filha me perguntou se deveria cancelar uma viagem prevista para a Argentina. Após consultar meus colegas pesquisadores, eu lhe disse para não cancelar".
UOL Celular

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Malária: Vacina no Brasil - Por Fábio de Castro

Ruth e Victor Nussenzweig, da Universidade de Nova York, anunciam intenção de voltar a trabalhar na USP depois de mais de 40 anos fora do país (Foto: Miguel Boyayan)


Agência FAPESP – As descobertas realizadas nos últimos 40 anos por Ruth e Victor Nussenzweig, da Universidade de Nova York (NYU), nos Estados Unidos, foram fundamentais para metade das vacinas testadas até hoje em humanos contra o parasita da malária.

Durante o seminário “Vacina contra a malária: histórico, estado atual e perspectivas”, realizado nesta quinta-feira (25/6) na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), o casal, radicado nos Estados Unidos desde 1963, anunciou que pretende retornar ao Brasil em breve.

Ruth e Victor disseram querer trabalhar em pesquisas sobre a vacina antimalárica na própria FMUSP, onde ambos se formaram no início da década de 1950.

Segundo Victor, que é chefe da divisão de Imunologia Michael Heidelberger da NYU, a vacina RTSS, desenvolvida por sua equipe, está em estágio de testes clínicos de larga escala em diversas regiões da África.

“A vacina já está em fase 3 [última] de experimentação, envolvendo entre 15 mil e 20 mil pessoas. Nos últimos 20 anos foram testados os princípios e feitos muitos ensaios clínicos em humanos. A vacina se mostrou capaz de proteger de 30% a 50% das pessoas depois de três injeções”, disse o pesquisador à Agência FAPESP.

Segundo ele, se os resultados nos testes na África forem semelhantes aos obtidos até agora, a vacina será aprovada e poderá começar a ser produzida entre 2010 e 2011. “Acredito que os resultados serão positivos. Com isso, a RTSS será não apenas a primeira vacina contra a malária no mundo, mas a primeira vacina antiparasitária aplicada em seres humanos”, destacou.

Nussenzweig ressalta, no entanto, que a vacina não é perfeita. “Para isso, a eficiência teria que ser maior que 50%, a proteção deveria ocorrer com a aplicação de uma única dose e o preço deveria ser menor. Mas se trata de um princípio importante e as pesquisas vão continuar. Além disso, a vacina será uma proteção complementar a outras medidas preventivas contra a malária, como o combate ao mosquito e a administração de medicamentos”, disse. O efeito da vacina dura de um a dois anos.

Para melhorar a vacina, será preciso buscar outros antígenos protetores e, para prolongar a duração e a eficácia do produto, descobrir outros vetores da proteína CS, que é a base da vacina.

Na década de 1980, o casal Nussenzweig mostrou que a proteína CS, que recobre o parasita da malária, poderia ser usada para promover uma resposta imunológica contra a doença e, assim, dar alguma proteção contra a infecção. A partir daí, a proteína estudada pelo casal se tornou um componente fundamental de metade das vacinas que foram e vêm sendo testadas em humanos contra o parasita – incluindo a RTSS.

Antes, em 1967, Ruth foi a primeira a demonstrar que era possível imunizar roedores contra a doença por meio da irradiação dos esporozoítos, um dos estágios de vida dos parasitas que causam a malária, do gênero Plasmodium.

Hoje, há grupos estudando vacinas que agem contra a transmissão da malária, linha de pesquisas que está em estágio de ensaios com animais, segundo Nussenzweig. Outros grupos estudam vacinas em outras fases do ciclo do parasita, como quando ele se instala no fígado humano.

“Gostaria de ver mais esforços para uma vacina contra o Plasmodium vivax, que seria importante não apenas para o Brasil, mas para o mundo todo. É isso que esperamos estudar aqui”, disse.

Disseminação do parasita

Durante o seminário na FMUSP, o epidemiologista Luiz Hildebrando Pereira da Silva, do Instituto Pasteur, apontou que o Brasil poderá ter, em breve, um aumento da incidência da malária em regiões onde estão sendo construídas usinas hidrelétricas e estradas.

“O mosquito Anopheles, vetor da malária que carrega o parasita, não existe na floresta, mas apenas próximo às aglomerações humanas. Essas construções trazem depósitos de água artificiais e trabalhadores de fora, que não são imunes à doença como os moradores dessas regiões. Isso cria condições para a disseminação do parasita”, explicou.

Segundo Hildebrando, em regiões ribeirinhas há pessoas imunes à malária, devido ao contato prolongado e repetido com o parasita, mas que são portadores do plasmódio.

Por isso, infectam o mosquito, que levam a doença para os trabalhadores ou pescadores que chegam depois à região, mas não moram ali.

O cientista destaca que a construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, próxima a Porto Velho (RO), é um exemplo de local onde deverá haver uma situação crítica, já que se espera a chegada de cerca de 20 mil trabalhadores de outras regiões que, portanto, não têm imunidade.

“Constatamos que a incidência de picadas do Anopheles nessa região é de 40 por hora em cada pessoa, à noite. Essa característica torna os trabalhadores do período noturno altamente vulneráveis à doença”, afirmou.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

OMS: é improvável que vacina da gripe sirva contra H1N1

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considera improvável que a vacina da gripe comum seja efetiva contra o vírus da gripegripe A(h1n1), que ficou conhecida como gripe suína, que está atingindo pessoas do México a Hong Kong.

A chefe da pesquisa sobre vacinas da entidade, Marie-Paule Kieny, disse que "há uma chance muito pequena" de a vacina contra a gripe comum atualmente usada na maior parte do mundo funcionar contra o vírus H1N1.

Marie-Paule afirmou em Genebra que os pesquisadores continuam a buscar qual seria o melhor método para a criação de uma vacina contra a gripe A(h1n1).

Segundo ela, diversos laboratórios estão trabalhando para desenvolver um ingrediente chave para essa vacina, mas isso deve demorar pelo menos quatro meses e até seis meses para se produzir o primeiro lote.

Ela declarou estar confiante de que essa vacina pode ser desenvolvida.

Fonte: AE

domingo, 10 de agosto de 2008

Governo abre maior campanha de imunização já realizada no mundo


Brasília - O secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Gerson Penna, participa da abertura da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola na capital federal


Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil


Wilson Dias/ABr


Brasília - O secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Gerson Penna, participa da abertura da Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola na capital federal
Brasília - O Brasil iniciou hoje (9) uma campanha de vacinação, que, segundo o Ministério da Saúde, é a maior já realizada no mundo, para imunizar cerca de 70 milhões de adultos contra a rubéola e 16 milhões de crianças contra a paralisia infantil em todo o território nacional. A campanha vai até 12 de setembro.

A rubéola, conhecida também como “sarampo alemão”, é considerada pelo Ministério da Sáude um grande problema na atualidade porque, ao infectar mulheres grávidas, pode provocar cegueira, surdez, retardo mental e malformação congênita.

A única forma de eliminar o risco da doença é a vacinação.

Devem ser imunizados na Campanha Nacional de Vacinação para Eliminação da Rubéola homens e mulheres com idade entre 20 e 39 anos. Nos estados do Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte, a faixa etária foi estendida para pessoas de 12 a 39 anos para aumentar a cobertura contra a caxumba. Nesse caso, a vacinação estende-se também à população indígena que vive em aldeias. Mesmo quem já teve a doença ou já foi vacinado deve se vacinar novamente.

“Cada vacinação tem um faixa etária. [A vacinação contra] rubéola, sarampo e caxumba é destinada a uma faixa etária entre 20 e 39 anos, que a gente chama da faixa etária sexualmente ativa e reprodutiva”, disse o secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Gerson Penna, ao explicar por que nem todas as pessoas serão vacinadas.

Segundo o secretário, a preocupação do governo em vacinar parte da população é porque no ano passado o Brasil começou a ter surtos de rubéola. Os homens são o maior foco da atual campanha, pois, dos 8.683 casos de rubéola confirmados no país em 2007, 70% eram pacientes do sexo masculino. As mulheres devem tomar a vacina também, porque só dessa forma contribuirão para eliminar a circulação do vírus .

“Rubéola é uma doença que dá no homem. Pode ser grave. Tira o homem do trabalho, e são os homens que estão fazendo circular os vírus no Brasil inteiro. Para cada US$ 1 gasto em vacina economizam-se US$ 12 na assistência a uma criança que tenha esse tipo de problema, além de ser um sofrimento eterno”, afirmou Penna.

O público entre 20 e 39 anos que vai ser imunizado contra rubéola tomará a vacina dupla viral, que também imuniza contra o sarampo. No caso dos estados em que a faixa foi estendida para atender a população a partir de 12 anos, a vacinha é a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).

A vacina é contra-indicada para mulheres grávidas e pessoas que já tiveram reação alérgica grave à vacina, além com imunodeficiência congênita ou adquirida, pacientes que usam doses de corticóide, que baixam a imunidade, em tratamento quimioterápico e transplantados de medula óssea, se a cirurgia tiver ocorrido há menos de dois anos.

Também se realiza hoje a segunda etapa de vacinação contra a paralisia infantil. Todas as crianças menores de cinco anos devem ser levadas aos postos de saúde até as 17 horas.

sábado, 9 de agosto de 2008

País vacina contra pólio e rubéola

Da AE

A campanha nacional de vacinação contra a rubéola, que começou neste sábado, terá esforço especial nas fronteiras brasileiras. Segundo a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), serão imunizadas cerca de 137 mil pessoas que entram e saem do Brasil.

Ana Morice, consultora técnica em imunizações da Opas, estima que 41 mil serão estrangeiros. O Ministério da Saúde e a Opas querem garantir que ninguém deixe de receber a vacina por não estar no seu país de origem durante a campanha.

Serão vacinadas durante a campanha cerca de 70 milhões de pessoas. A ação vai até 12 de setembro e faz parte de um esforço capitaneado pela Opas para erradicar a rubéola das Américas. "Para cada R$ 1 investido na prevenção, outros R$ 12 são economizados com tratamento", afirma Ana. "E há um ganho mais importante e difícil de computar: a diminuição dos problemas na gravidez.

Também nesta sábado ocorre, em todo o País, a segunda fase da vacinação contra paralisia infantil. A meta é imunizar 95% dos quase 16 milhões de crianças menores de cinco anos. Em São Paulo, são 2,9 milhões de crianças. Foram mobilizados 15 mil postos fixos e volantes, que irão funcionar das 8h às 17h.